Portugal termina em 16.º na World Cup

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A Seleção Nacional masculina de polo aquático fechou hoje a sua participação na World Cup (Division2) que decorreu em Malta, terminando na 16.ª posição entre 24 seleções (Portugal era 17.º do ranking antes do início da competição).

No derradeiro duelo desta competição, Portugal perdeu com a China (15-13), com o último período a ser decisivo para o resultado.

A China entrou melhor no encontro (6-3), ganhando vantagem que Portugal conseguiu anular no segundo período (5-2). O terceiro terminou com um empate (4-4), com as duas seleções a entrar para o derradeiro momento do jogo empatadas a 12 golos. Nesse último período, a China acabou por ser melhor (venceu por 3-1).

Em jeito de balanço, o Selecionador Nacional fez questão de elogiar os seus jogadores, mas também frisou que a classificação final fica quem das expectativas que Portugal tinha antes do início da competição. «Em primeiro lugar, é imperativo enaltecer o empenho total e a entrega de todos os jogadores. Representar Portugal num palco mundial exige um sacrifício pessoal e físico imenso, e a equipa demonstrou, em todos os momentos, uma união e uma vontade de bater-se pelos nossos objetivos que nos orgulha a todos. No entanto, os resultados são claros: queríamos mais. O 16.º lugar não reflete a ambição deste grupo, mas reflete a distância que ainda nos separa da elite mundial», começou por afirmar Fernando Leite, sublinhando que é necessária uma mudança de mentalidade para quem ambiciona competir ao mais alto nível: «Esta competição tem de servir como uma lição profunda para o nosso dia a dia em Portugal. Não podemos olhar para este resultado apenas como um desfecho, mas sim como um diagnóstico. Para competirmos a este nível, a atitude nos treinos e a mentalidade competitiva têm de subir de patamar. Não basta ser jogador, é preciso ser atleta! A diferença entre os melhores do mundo e os restantes não está apenas no talento, mas no rigor invisível, ou seja, na disciplina diária, no treino, nutrição, na recuperação e na exigência constante em cada treino nos nossos clubes e na seleção. Ser atleta é uma escolha de 24 horas por dia.»

Feito o balanço da participação na World Cup, agora é tempo de analisar pormenorizadamente as performances da Seleção Nacional e, assim, retirar ensinamentos para o futuro. «Vamos agora analisar detalhadamente os indicadores desta World Cup. O foco está em transformar a frustração de hoje no combustível para a preparação de amanhã, garantindo que o polo aquático português continue a evoluir com uma atitude renovada e uma cultura de trabalho de excelência», concluiu.

 

Eurico Silva na final

A Seleção Nacional de polo aquático despediu-se da World Cup, mas não a representação portuguesa. Reflexo da qualidade da arbitragem nacional, Eurico Silva foi nomeado, juntamente com o britânico Maxim Gerasimov, para dirigir o encontro de atribuição da medalha de ouro entre Montenegro e Geórgia.

Um momento alto para o árbitro português que, recorde-se, já tinha marcado presença no Campeonato da Europa masculino no início do ano.

Resultados: https://www.worldaquatics.com/competitions/5135/men-s-water-polo-world-cup-2026-division-2/results?event=a76c06d2-2982-4fb1-8bee-b48b44d6cbc2&unit=classification